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Ministro deu os parabéns aos alunos e professores pelos resultados no PISA

Tiago Brandão Rodrigues teceu duras críticas ao sistema de retenção que coloca Portugal numa “montra em que não queremos estar”. E apelou aos jovens para que pensem cientificamente.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, considerou nesta terça-feira que osresultados do PISA 2015 reflectem “um caminho de aprofundamento e de continuidade na qualidade da oferta do sistema educativo”. Na intervenção de abertura da sessão de apresentação pública dos resultados do megaestudo internacional promovido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Tiago Brandão Rodrigues endereçou “parabéns aos jovens, aos seus professores e encarregados de educação, aos directores e pessoal não docente”.

Para tal contribuíram também, segundo o ministro, “grandes programas nacionais como o Plano Nacional de Leitura, a Rede de Bibliotecas Escolares, o Plano de Acção para a Matemática, o Programa Ciência Viva e os Territórios Educativos de Intervenção Prioritária”, que permitiram um reforço dos meios ao dispor das escolas em contextos mais desfavorecidos.

Remetendo para o relatório do PISA, Tiago Brandão Rodrigues referiu que neste se refere, “em várias passagens, que Portugal foi dos poucos países que melhoraram os resultados consistentemente, sem aumentar as desigualdades” – ou seja, precisou, “os melhores alunos sabem hoje mais do que em 2000, mas os alunos com maiores dificuldades também”. Uma das tendências assinaladas no PISA, no que respeita a Portugal, é a subida da percentagem dos alunos nos níveis de desempenho mais elevados, que tem vindo a acontecer ao longo das várias edições, em simultâneo com uma descida dos estudantes que se ficam pelos níveis mais básicos.

Retenção é um “sistema iníquo”

Mas nem tudo são boas notícias, como lembrou o governante, remetendo para este dado recorrente que a OCDE tem apresentado nos seus estudos: “Em Portugal, mais de 30% dos jovens com 15 anos já apresentam uma retenção no seu percurso escolar e ainda demasiados deles apresentam mais do que uma retenção.” “Estamos infelizmente numa montra em que não queremos estar: o dos três países da OCDE que apresentam maior taxa de retenção entre as mais de sete dezenas de países ou economias que este relatório analisa, quase triplicando a taxa média da OCDE, que ronda os 13%”, disse.